sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Blasfeme-se.

As concupiscências ( e não digo ao pé da letra ) da carne me distinguem quanto a mim, ou à mim, em relação aos demais. E vê-los as margens delas me aborrece. Sim, eu sou leviano, porém, menos mal, eu continuo do outro lado.

É essa busca desenfreada pelo propósito final que deturpa os meios e os inícios, e eles não se justificam mais.

Parar pra pensar, pensar antes de agir, agir com discernimento, e caminhar. Não correr, não pular, não gritar, não pisar na grama.
Definitivamente eu prefiro o húmido, o palpável, até mesmo o maleável, quiçá o inefável ( utopia ).

Vamos embora, agora! Feche a porta, apague a luz, de duas voltas na chave, não esqueça do bilhete pra Mamãe, a mochila e o pãozinho.

Finda-se aqui as lamúrias de tais percepções, agora a música toca sem parar, os dedos comandam, a voz enrijece, e que vença o mais bonito.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vou sem cuidado, sem agasalho, sem hora pra voltar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Despojando.

Bá. Eu só quero fazer o que eu quero fazer, sabe?
Pra que me contestar ?
Eu não quero trabalhar 40 anos, pra me aposentar com um pé no caixão.
Talvez eu até prefira morrer antes disso.
Eu quero viver, não quero sobreviver.
Eu não preciso de muito dinheiro, não ligo pra coisas bonitas, nem lugares bem frequentados.
Deixa eu remar contra a corrente, se eu falhar eu clamo ajuda, e se eu não falhar?

domingo, 13 de setembro de 2009

São só mais algumas palavras, eu sei.

Eu bebo sonhos, e logo depois eu os entorno.
São as coisas que acabam mesmo antes de começar.
Enfim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

C, de Caminhar.

Você sorriu, eu achei graça.
Você correu, eu vim de avião.
Você chorou, eu não.

Você brigou, eu fui à guerra.
Você abdicou, eu nem pedi.
Você marcou, eu não fui.
Você perdeu, denovo.

Você mentiu, eu trapaciei.
Você pediu, eu não ouvi.
Você caiu, eu nem levantei.
Você morreu, eu cresci.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Pescador de Estrelas que não almejava nada demais.

Hoje, sentado no muro, tocando meu violão e contemplando um silêncioso céu estrelado, eu percebi o quanto eu já cresci, o quanto eu ja mudei, e o quanto isso, definitivamente, não me é aprasível.

Eu chamo isso de 'VIDA REAL'.

E acho que ta na hora mesmo de eu cair nela, infelizmente. Tal como dizia o Sábio Marcelo : " Talvez se nunca mais tentar, viver um cara da TV, que vence a briga sem suar, e ganha quase sem querer ".

E la vou eu, rumo ao desconhecido, que eu nunca pedi pra conhecer.

O prazer não é meu.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cientista X Religioso.

Ambos são homens cegos, trancafiados em um quarto escuro,
procurando por um gato preto que não está lá.
Mas o Religioso diz que achou o gato.