quinta-feira, 10 de março de 2011

Falácia do homem de palha.

Também conhecida por falácia do espantalho, esta falácia consiste em inventar um opositor para discutir um tema fictício em que as opiniões dos debatedores são divergentes. A analogia do nome se deve ao fato de que muitas pessoas chegam a criar espantalhos mesmo para discutir, e passam muito tempo conversando e refutando teses de espantalhos.

Motivos mais comuns para a existência da falácia do espantalho:

- incapacidade retórica;

- praticar (por exemplo, para um advogado, antes de entrar num júri, ou antes de fazer um discurso numa festa de casamento);

- solidão.

Há casos, no entanto, em que os espantalhos acabam rebatendo as colocações de seus criados. (Isto, é claro, em situações de diálogo forjado). Nesses casos, é comum os espantalhos serem abandonados na estrada.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Falso arbítrio.

É fácil afirmar o erro do outro, enquanto a noção de erro próprio é um tanto confusa. No fundo, sabemos no exato momento do “ato falho”, que não tínhamos consciência e motivação para agir melhor, pois estávamos tomados por outros fatores que eram mais urgentes ou evidentes a nós.

A discussão entre o Bem e o Mal é um debate tão infinito (e portanto inútil) quanto "a natureza de Deus". Isso simplesmente supera o nosso alcance - o potencial intelectual, ético (ou espiritual, para os que preferirem) de cada um. E a humanidade, nos últimos séculos, já produziu pensadores bons o suficiente para nos despertar-nos desse sono dogmático.

Quando pensamos que estamos "decidindo", dando a vida por um semelhante ou matando a nossa mãe, não estamos sendo mais do que estúpidas marionetes reagindo a joguetes do destino. Na hora 'H', é nosso potencial Versus nossas circunstâncias, se qualquer um desses dois fatores (dos quais somos PASSIVOS) fosse outro, nossa "decisão" seria outra.

Ou seja: o “arbítrio” não é “livre”. É dependente, na mesma medida em que nossas capacidades e experiências nos permitem exercê-lo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

(R)adiante.

E quando tu quer fugir, eu sei bem o que tu faz. Bem que tu faz. Quando faz bem feito.
E quando tu corre, eu sei pra onde tu vai. Pois eu vou atrás. Quando tu deixas rastro.

Não é questão de opinião , muito menos de escolha.
É como o artigo bonito, na vitrine da loja chique.

As vezes contemplar é mais precioso do que possuir.
As vezes não.

domingo, 12 de setembro de 2010

Tudo por mais um pouco.

E o que acontece depois que perdemos as fontes de alívio que nunca chegamos a ter?
Fico pensando como seria se todos pudessem ser só do bem.
Tanta maldade sem motivo, sem vergonha , mesmo, sem sentido.
Pra que tanta vontade de não ajudar, tanto comprometimento em fazer dar errado,
tanto empenho em desordenar ?

É isso que a gente aprende conosco.
É isso que a gente ensina pra tanta gente.
É a tal lei do mais forte, a lei da Selva, a Selva de Pedra.
Pedra, sobre pedra, sobre pedra.

Vejo menos Brutalidade nos nossos ancestrais, nos Bárbaros imundos, nos Mendigos moribundos, nos rejeitados cabisbaixos..
Não é possível que seja só isso, não me conformo, não me contento e nem aceito.
Não farei parte.
Eu não vou fazer parte!
Estarei à parte, ou nem se quer estarei.

Meu dinheiro não vale um Real.
O Mundo Real não vale nenhum dinheiro.
É como correr atrás do vento.
É como morrer sem nem estar vivo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Contos e cantos.

Um homem triste apareceu,
contando sobre um coração,
de como amava e não intendia as razões e os porques.

Um homem triste apareceu,
mas não chorou nem dispertou,
a atenção e a comoção de quem tanto ele estimou.

Esse Homem triste está aqui, apesar de não saber
se este lugar lhe é de direito ou se é apenas um lugar.

E de alugueis e condições o homem triste vai viver,
mal sabe ele então que amanhã será pior.

Alegra-te pobre homenzinho,
e não te esqueças nunca mais,
que estes que Tu ve sorrir
não passam de Homens iguais.

Apruma-te ó pobre Homem,
pois por aqui nada é em vão,
essa avenida movimentada
Tu já passou sem dar as mãos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Blasfeme-se.

As concupiscências ( e não digo ao pé da letra ) da carne me distinguem quanto a mim, ou à mim, em relação aos demais. E vê-los as margens delas me aborrece. Sim, eu sou leviano, porém, menos mal, eu continuo do outro lado.

É essa busca desenfreada pelo propósito final que deturpa os meios e os inícios, e eles não se justificam mais.

Parar pra pensar, pensar antes de agir, agir com discernimento, e caminhar. Não correr, não pular, não gritar, não pisar na grama.
Definitivamente eu prefiro o húmido, o palpável, até mesmo o maleável, quiçá o inefável ( utopia ).

Vamos embora, agora! Feche a porta, apague a luz, de duas voltas na chave, não esqueça do bilhete pra Mamãe, a mochila e o pãozinho.

Finda-se aqui as lamúrias de tais percepções, agora a música toca sem parar, os dedos comandam, a voz enrijece, e que vença o mais bonito.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vou sem cuidado, sem agasalho, sem hora pra voltar.